Cuidando dos olhos do seu filho
Ele te olha fixa e profundamente. Parece querer mapear cada detalhe da pessoa que cuida tão bem dele. O olhar atento do bebê nos primeiros meses de vida é quase uma exclusividade da mamãe, já que o recém-nascido só vê com nitidez objetos e pessoas a 30 ou 40 centímetros de distância, a média entre a posição de amamentação e o rosto da mãe. A visão da criança é um assunto que desperta atenção dos pais e merece acompanhamento por toda a infância, para garantir um desenvolvimento saudável. A oftalmologista pediátrica, especialista em estrabismo e visão sub-normal, Dra. Ana Tereza Ramos Moreira explica a seguir como a visão do bebê evolui e esclarece dúvidas comuns sobre o tema:

Como se desenvolve a visão do bebê?

Os bebês nascidos entre 38 e 42 semanas de gestação e que apresentam o Teste do Olhinho normal, possuem capacidade visual própria da idade, enxergando muito embaçado, principalmente no primeiro mês de vida. Até o terceiro mês da vida do bebê, ocorre melhora substancial da visão. Nesta fase da vida, há alterações rápidas no olho e sistema nervoso do bebê, que permitem o desenvolvimento normal da visão. Ao nascer, o sistema visual do bebê é imaturo. Durante os primeiros meses, a acuidade visual melhora e a visão de profundidade se desenvolve e continua se aperfeiçoando até os 7 anos de vida.

Quando devo levar meu filho para primeira consulta oftalmológica?

Após o Teste do Olhinho, e se este for normal, é recomendável uma consulta oftalmológica a cada seis meses, durante os dois primeiros anos de vida. Após essa fase, os exames oftalmológicos devem ser repetidos anualmente, até os 10 anos, principalmente se houver casos de estrabismo, hipermetropia, miopia ou astigmatismo na família.

Meu bebê nasceu prematuro, que cuidados oftalmológicos ele deve ter?

É importante saber que seu bebê precisa de exame oftalmológico, muitas vezes ainda dentro da UTI,  iniciando os exames, em geral, a partir da 4ª semana de vida da criança. A retina do bebê prematuro é muito imatura, e devido a essa imaturidade, pode ocorrer problemas com o olhinho do bebê, que afetam a visão. Esses exames oftalmológicos devem ser realizados repetidamente, mesmo após a alta hospitalar, em intervalos de tempo variável, dependendo do desenvolvimento da retina.

Meu bebê está entortando os olhos, é normal?

Os bebês, muitas vezes, entortam os olhos entre o nascimento e os quatro meses de vida. Após os quatro meses, é aconselhável que o bebê seja examinado por um oftalmologista pediátrico, pois pode  apresentar estrabismo.

Meu bebê está com olho vermelho e com remela,  o que fazer?

É recomendável que seu filho seja examinado por um oftalmologista pediátrico, pois pode estar com conjuntivite neonatal.

Meu filho lacrimeja constantemente e tem secreção amarela no olho, o que pode ser?

Algumas crianças nascem com o canal lacrimal obstruído e isso causa o lacrimejamento e a secreção purulenta. O bebê deve ser levado ao oftalmologista para receber o tratamento adequado.

Que sinais podem indicar que algo não vai bem no desenvolvimento visual da criança?

Merecem atenção alguns sinais do bebê, como incapacidade de fixar o olhar no rosto da mãe ou em um objeto colocado bem próximo a ele, após a quinta semana de vida, e também, por volta do quinto mês, a falta de coordenação entre os dois olhos. Em caso de dúvida, consulte um oftalmologista.

            Doenças visuais comuns na infância

Catarata congênita: é detectada com o Teste do Olhinho. O tratamento é cirúrgico e deve ser feito o mais rápido possível. Quando não há contraindicações, o período ideal para a cirurgia é entre a 8a e a 12ª semanas de vida do bebê.

Infecções congênitas: quando a mãe adquire durante a gravidez algumas doenças infecciosas, como toxoplasmose, rubéola, sífilis, entre outras, isso pode comprometer o desenvolvimento físico e ocular da criança, levando ao surgimento da catarata, formação de lesões no fundo de olho e má-formação do nervo.

Lacrimejamento: pode ser funcional, só pelo entupimento das vias lacrimais, ou persistente, com obstrução congênita. A massagem, na maioria das vezes, provoca bom resultado. Se não resolver, se faz uma sondagem.

Ptose congênita: trata-se de um olhinho mais fechado que o outro. O tratamento consiste em subir a pálpebra para o olho da criança receber o estímulo adequado.

Retinoblastoma: é um tumor na retina, com o qual a criança pode nascer. Se não tratado, o bebê corre o risco de perder a visão e eventualmente a vida. O problema é o diagnóstico tardio, quando os pais percebem na foto um olho com reflexo esbranquiçado e o outro normal, com reflexo avermelhado. Principalmente quando há histórico na família, o acompanhamento deve ser feito mais sistematicamente.

Retinopatia da prematuridade: quando a criança nasce prematura, a região ocular precisa se desenvolver mais rápido e este desenvolvimento estimula a formação e o crescimento de vasos, e alguns são anômalos, o que leva a sangramento, tração e descolamento da retina. O tratamento mais comum nesse caso é a fotocoagulação a laser e uso de medicamentos.

Catarata congênita: é detectada com o Teste do Olhinho. O tratamento é cirúrgico e deve ser feito o mais rápido possível. Quando não há contraindicações, o período ideal para a cirurgia é entre a 8a e a 12ª semanas de vida do bebê.

Infecções congênitas: quando a mãe adquire durante a gravidez algumas doenças infecciosas, como toxoplasmose, rubéola, sífilis, entre outras, isso pode comprometer o desenvolvimento físico e ocular da criança, levando ao surgimento da catarata, formação de lesões no fundo de olho e má-formação do nervo.

Lacrimejamento: pode ser funcional, só pelo entupimento das vias lacrimais, ou persistente, com obstrução congênita. A massagem, na maioria das vezes, provoca bom resultado. Se não resolver, se faz uma sondagem.

Ptose congênita: trata-se de um olhinho mais fechado que o outro. O tratamento consiste em subir a pálpebra para o olho da criança receber o estímulo adequado.

Retinoblastoma: é um tumor na retina, com o qual a criança pode nascer. Se não tratado, o bebê corre o risco de perder a visão e eventualmente a vida. O problema é o diagnóstico tardio, quando os pais percebem na foto um olho com reflexo esbranquiçado e o outro normal, com reflexo avermelhado. Principalmente quando há histórico na família, o acompanhamento deve ser feito mais sistematicamente.

Retinopatia da prematuridade: quando a criança nasce prematura, a região ocular precisa se desenvolver mais rápido e este desenvolvimento estimula a formação e o crescimento de vasos, e alguns são anômalos, o que leva a sangramento, tração e descolamento da retina. O tratamento mais comum nesse caso é a fotocoagulação a laser e uso de medicamentos.


Por

Ana Tereza Ramos Moreira
Ana Tereza Ramos Moreira;Oftalmologia Pediátrica, Estrabismo e Visão Subnormal

fonte: http://manualdamamae.com/texto/detalhes/Cuidando-dos-olhos-do-seu-filho